
Nosso sistema solar est&#225; composto pela nossa estrela, o Sol, pelos nove
planetas com suas luas e an&#233;is, pelos aster&#243;ides e pelos cometas.
O membro dominante do sistema &#233;  de longe o Sol, como pode ser
visto na tabela abaixo.  Todos os planetas giram em torno do Sol
aproximadamente no mesmo plano e no mesmo sentido, e quase todos os
planetas giram em torno de seu pr&#243;prio eixo no mesmo sentido da
transla&#231;&#227;o em torno do Sol. 
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<center><H2><B>Origem dos sistema solar</B></H2></center>

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A hip&#243;tese moderna para a origem do sistema
solar &#233; baseada na hip&#243;tese nebular, sugerida no s&#233;culo XVIII 
pelo fil&#243;sofo alem&#227;o Immanuel
Kant (1724-1804), e mais tarde desenvolvida pelo matem&#225;tico franc&#234;s  
Pierre-Simon de Laplace (1749-1827).

Essa hip&#243;tese sugeria que uma grande nuvem rotante de g&#225;s interestelar,
a <b>nebulosa solar</b>, 
colapsou
para dar origem ao Sol e aos planetas. Uma vez que a contra&#231;&#227;o iniciou,
a for&#231;a gravitacional da nuvem atuando em si mesma acelerou o
colapso. &#192; medida que a nuvem colapsava, a rota&#231;&#227;o da nuvem 
aumentava por conserva&#231;&#227;o do momentum angular, e eventualmente
a massa de g&#225;s rotante assumiria uma forma discoidal, com uma 
concentra&#231;&#227;o central que deu origem ao Sol. Os planetas teriam se 
formado a partir do material no disco. 
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As observa&#231;&#245;es modernas indicam que muitas nuvens de g&#225;s interestelar
est&#227;o no processo de colapsar em estrelas, e os argumentos f&#237;sicos
que predizem o achatamento e o aumento da taxa de spin est&#227;o corretos.
A contribui&#231;&#227;o moderna &agrave; hip&#243;tese nebular diz respeito principalmente
a como
os planetas se formaram a partir do g&#225;s no disco, e foi desenvolvida
nos anos 40 pelo f&#237;sico alem&#227;o C. Von Weiz&#228;ker. Ap&#243;s o colapso
da nuvem, ela come&#231;ou a esfriar; apenas o <b>Proto-sol</b>, no centro,
manteve sua temperatura. O resfriamento acarretou a condensa&#231;&#227;o
r&#225;pida do material, o que deu origem aos <b>planetesimais</b>, agregados
de material com tamanhos da ordem de quil&#244;metros de di&#226;metro,
cuja composi&#231;&#227;o dependia da dist&#226;ncia ao Sol: regi&#245;es
mais externas tinham temperaturas mais baixa, e mesmo os materiais vol&#225;teis
tinham condi&#231;&#245;es de se condensar, ao passo que nas regi&#245;es 
mais internas e quentes, as subst&#226;ncias vol&#225;teis foram perdidas.
Os planetesimais a seguir cresceram por acre&#231;&#227;o de material para
dar origem a objetos maiores, os n&#250;cleos planet&#225;rios.
Na parte externa do sistema solar, onde o material condensado
da nebulosa continha silicatos e gelos,
esses n&#250;cleos cresceram at&#233;
atingiram massas da ordem de 10 vezes a massa da Terra, ficando t&#227;o
grandes a ponto de poderem atrair o g&#225;s a seu redor, e ent&#227;o
cresceram mais ainda por acre&#231;&#227;o de grande quantidade de hidrog&#234;nio e
h&#233;lio da nebulosa solar. Deram origem assim aos planetas jovianos.
Na parte interna, onde apenas os silicatos estavam presentes, os n&#250;cleos
planet&#225;rios n&#227;o puderam crescer muito, dando origem aos planetas terrestres.


